quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Programa Alimentar Mundial


A FOME


Começo esse ensaiorelatando sore a origem etimológica  da palavra fome para que possamos entender a sua relação social. Fome (do latimfaminem) é o nome que se dá à sensaçãofisiológica pelo qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida. O termo comumente é usado mais amplamente para referir a casos de má-nutrição ou privação de comida entre as populações, normalmente devido apobreza.

Dessa forma, é principalmente por causa da pobreza que o número de pessoas que passam fome em todo mundo, já passa de 1 bilhão. Este aumento esta relacionado com a Crise Econômica Mundial, que é a principal responsável pelo agravamento deste quadro.

Isso ocorreu devido ao fato de milhares de pessoas em todo o mundo ficarem desempregadas, sendo que muitas tiveram seus salários reduzidos, contribuindo assim para situações precárias e agravamento da fome. Fatores como alta de preços dos alimentos básicos, desaceleração da economia mundial dispondo de poucos recursos para ajuda humanitária, vieram em consequência da crise, piorando a fome no mundo.

Com base nestes dados é necessário que haja uma atitude por parte dos governos de todos os países afetados pela fome, para criarem metas e soluções minimizando a fome, que ainda está presente em pleno século XXI.

Portanto, torna-se claro que medidas devem ser tomadas para que esse fenômeno, possadiminui, pois sabemos que erradica-lo  na sua totalidade não será possível por causa dos diversos fatores que o faz surgir, pois  a solução para a questão parece distante, envolve uma série de fatores estruturais que estão impregnados na sociedade . Fornecer cestas básicas não resolve o problema, apenas adia o mesmo, é preciso oferecer condições para que o cidadão tenha possibilidade de se auto-sustentar por meio de um trabalho e uma remuneração digna.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Como os Super-herois podem ajudar

Não escondo de ninguém meu apreço pelos quadrinhos. Resolvi, então, fazer uma ligação dos super-herois com a temática da fome através da cultura da solidariedade e como eles podem influenciar positivamente os jovens.

Todos nós precisamos de exemplos. Os adultos do futuro serão moldados pelas crianças do passado. Alguns têm a sorte de ter os bons exemplos em casa, mas não devemos nos esquecer de que somos humanos e limitados ao mundo real.

Lidia Aratangy é psicóloga e foi consultora de um estudo que mostrou que os super-herois estimulam as crianças a defender ideais, proteger os mais fracos e combater o inaceitável. Segundo a psicóloga, é nessa relação da criança com os super-herois que são plantadas as sementes de valores, como ética, coragem, humildade e os vilões, que seriam o lado do mal da história, valorizam ainda mais a razão de ser do herói. Eles são importantes para que a criança saiba que o mal também existe. ¹



O Super-Homem jamais passaria por uma pessoa com fome na rua e não ajudaria. É o “querer ser igual a” que pode ajudar uma criança a se tornar um adulto melhor. Confesso que na dúvida me pergunto: “Peter Parker faria isso?” Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Sempre funciona.





A dependência do “Fome Zero”

Quando estamos diante de um problema, torna-se mais atrativo resolvê-lo no curto prazo do que pensar adiante. A fome no Brasil é uma dessas situações em que a aparente solução torna - se um problema.

Segundo o site do Governo, o “Fome Zero” é uma estratégia impulsionada pelo governo federal para assegurar o direito humano à alimentação adequada às pessoas com dificuldades de acesso aos alimentos. Tal estratégia se insere na promoção da segurança alimentar e nutricional buscando a inclusão social e a conquista da cidadania da população mais vulnerável à fome.¹


Na teoria tudo funciona, só que na prática não é bem assim. Como qualquer coisa que envolva dinheiro público, os programas assistenciais perdem milhões de reais em desvio de um dinheiro que poderia estar realmente ajudando a população, como foi visto em setembro, quando foi feita uma operação da Polícia Federal para combater desvio de recursos do programa Fome Zero.   Clique aqui e leia a notícia.

Além disso, programas de transferência de renda sem medidas que impulsionem o desenvolvimento do cidadão, não são eficazes de verdade. Muitas pessoas foram beneficiadas e não mais passam fome, porém, agora elas estão atreladas a cultura da dependência que as deixa inertes em uma “zona de conforto”. Enquanto o benefício existir, elas estarão bem, mas e quando não existir?




Fome, Desnutrição e Escassez de Alimento.

A fome a desnutrição e a escassez de alimento são importantes fontes globais de problemas de saúde, não são problemas novos, mas questões antigas. O que parece novo é o nível de fome e subnutrição - o fato de que tantas pessoas no mundo atualmente parecem estar à beira da iniciação. O programa Alimentar Mundial de Organização das Nações Unidas estimou que 830 milhões de pessoas passam fome todos os dias, 95% delas nos país em desenvolvimento.
A ONU define "fome" como uma dieta de 1.800 calorias menos por dia - uma quantidade insuficiente para proporcionar os nutrientes que os adultos precisam para ter vidas ativas e saudáveis. Segundo o estudo do Programa Alimentar Mundial, 200 milhões de pessoas que passam fome no mundo são crianças com menos de 5 anos, que tem peso abaixo do normal porque não recebem alimentos adequados. Todos os anos, a fome mata um numero estimado de 12 milhões de crianças. Como disse uma criança de 10 anos dos país africano de Gabão, a pesquisadores do Banco Mundial:
" Quando saio para a escola pela manhã, eu não tomo café da manhã. Ao meio-dia, não almoço, à noite, eu janto alguma coisa, que não é suficiente. Então, quando vejo outra criança comendo, eu olho ela, e se ela não me dá nada, penso que vou morrer de fome. (Narayan ) ".
A escassez de alimentos e a fome resultam de uma combinação de forças naturais e sociais. Somente a seca afeta um numero estimado de 100 milhões de pessoas no mundo atualmente. Em país como Sudão, Etiópia, Eritréia, Indonésia, Afeganistão, Sierra Leoa, Guiné, e Tajiquistão, a combinação de seca e guerrilha interna devastou a produção de alimentos, resultando em inanição  e morte para milhões de pessoas. Na América Latina e no Caribe, no começo do século XXI, 53 milhões de pessoas (11% da população) estavam desnutridos, juntamente com 180 milhões (33%) na África e 525  milhões (17%) na Ásia.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Reflexão sobre DESIGUALDADE x FOME.

Quando falamos de fome pensamos em tantas coisas que cerca essa palavra. Pensamos em cidades, vidas urbanas, pobreza, exclusão , classes sociais, bem estar social e assim por diante. Como diz no titulo do blog, a fome tem sim seus variados contextos de se mostra para nós. A partir de dois tópicos que citei acima vamos refletir o que significa POBREZA e FOME.
A pobreza e a fome são um dos problemas que mais crescem no Brasil e no mundo, atualmente existem duas abordagens diferentes da pobreza que são, a POBREZA ABSOLUTA e a POBREZA RELATIVA. Diz -  se que as pessoas que não preenchem alguns requisitos, de condições básicas e fundamentais para a existência humana - Como alimento, abrigo, e roupa suficientes - vivem em situação de pobreza. O conceito de pobreza absoluta é considerado universalmente aplicável. Qualquer individuo, em qualquer parte do mundo, pode ser considerado em situação de pobreza se ficar abaixo desse padrão universal.
Segundo argumentam, é mais adequando usar o conceito de pobreza relativa, que relaciona a pobreza com o padrão de vida geral que prevalecem em uma determinada sociedade. Os defensores do conceito de pobreza relativa, sustentam que a pobreza é definida culturalmente e não deve ser medida seguindo um padrão universal de privação. É errado achar que as necessidades humanas são iguais em toda parte - de fato, elas diferem dentro entre sociedades, coisas que são consideradas essenciais em uma sociedade podem ser vistas como luxo entre outras. Devido a essa pobreza seja ela relativa ou absoluta, a fome existe e é um dos problemas que mais preocupa o povo e os nossos governantes.
A pesar de nosso pais faturar 4143 trilhões por ano, mais de 16% de nossa população sofre com a fome e a miséria. Hoje a fome e a miséria atinge grande parte da população, principalmente nas áreas mais afetadas, onde as condições para se ter uma vida digna são escassas. O Nordeste é uma das regiões que mais sofre com esse problema, isso por que a maior parte da riqueza nacional está concentrada nas regiões sul e sudeste. A pesar disso, mesmo nas cidades mais ricas do país podemos notar a enorme quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Essas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte também é um problema que atinge parte da população, mas infelizmente nos últimos anos o problema da miséria e da fome, está sendo amenizado, porém, ainda está longe do ideal. Programas governamentais como a bolsa família e a fome zero, ajudam em parte a amenizar o problema, porém tais programas não conseguem atingir 100% da população carente.


A fome no mundo é um problema político



Quando vermos essa imagem, o que pensamos?.


    Mc Donald’s símbolos do capitalismo.
  Os EUA são a estrutura do capitalismo, é de lá que vem toda a disseminação desse conceito de que 90 % já esta tão bem implantado no mundo.  E 10% vem do fato de que tanto a coca cola quanto o McDonalds são instituições que visam nada mais que o lucro, não se preocupando com seus colaboradores ou consumidores, ou você acha que comer um “bigmac” com uma Coca grande é um almoço saudável?
 O que acontece para, fome  ser um tema que é abordado na sociedade onde apresenta algum tipo de interesse social, pelo menos para uma grande parte dos indivíduos, com certa generalidade.? O sociólogo suíço Jean Ziegler, ex-relator especial para o Direito à Alimentação das Nações Unidas (ONU), denunciou que a fome é um dos principais problemas da humanidade na década de 1950, 60 milhões de pessoas passavam fome, atualmente, mais de um bilhão. “O planeta nas condições atuais poderia alimentar 12 bilhões de pessoas, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e   Alimentação (FAO). Não há escassez de alimentos. O problema da fome é o acesso à alimentação.       Portanto, quando uma criança morre de fome ela é assassinada”.diz ZIEGLER
  Analisando o discurso do sociólogo percebemos que em tese, há alimentos para todos nosso planeta produz alimentos suficientes a fome não é um problema causado pela natureza ou cuja razão está apenas nas crises, a fome é politicamente tolerada.Essa concentração da riqueza nas mãos de algumas empresas faz com que os capitalistas  tenham uma grande força política,outro fator é a política de agrocombustíveis, que, além de utilizar terras que poderiam produzir comida, transforma alimentos em combustível, tornando-se mais um agravante.
 A única forma de mudar as políticas que perpetuam a fome é por meio da mobilização e pressão popular.

domingo, 24 de novembro de 2013

O desigual ainda é igual...








“Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência."(Karl Marx)  
  

   Em pleno século XXI, grande parcela da população mundial padece com velhos inimigos, a desigualdade social e a fome. Estes problemas são os responsáveis por levar um grande contingente de pessoas na maioria jovens ao roubo, as drogas e ao crime organizado, estas ações, em muitos casos são alternativas para que estas pessoas tenham condições de sobreviver e serem aceitas no meio em que vivem.
   Achei interessante por essa tirinha abaixo e uma frase de Karl Marx que retrata a marginalidade que vivemos no nosso dia-a-dia,a desigualdade que se perpetua durante anos.Contingente marginalizado pela sociedade por não desfrutar de um bom nível de instrução e possuir um potencial econômico incapaz de subsidiar suas necessidades básicas estão à deriva e expostos a ação das facções que corrompem os cidadãos, Cabe aos governantes, instituir em seus programas de governo, uma política séria, honesta.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Todos podemos ser herois!

Foi lançada pela DC Entertainment em parceria com a Save The Children, International Rescue Comittee e MercyCorps a campanha “We Can Be Heroes” visando combater a fome na África.

Essa campanha visa não só arrecadar doações, mas também conscientizar as pessoas sobre o problema da fome no mundo utilizando os personagens da Liga da Justiça representando a união que as pessoas devem ter nessa luta.



Você pode participar através deste link http://www.wecanbeheroes.org/

Porém, se não puder participar não tem problema. Pequenos atos também fazem a diferença. Para ser um heroi, você não precisa ser um alienígena que voa e muito menos ser um bilionário que se veste de morcego.  Basta ajudar ao próximo com o que puder e da maneira que for possível. Muitas vezes o que nos parece pouco, na verdade, é muito para outros.

Esta campanha propaga a cultura da solidariedade. Ser solidário é extremamente importante para o desenvolvimento da sociedade. Só que cada vez mais estamos nos preocupando somente conosco e esquecendo de reparar nas pessoas a nossa volta e enxergando somente aquilo que nos convém. Campanhas como esta são extremamente importantes para nos lembrarmos que não estamos sós.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A fome em certas opiniões

Ola! Com algumas passagens em jornais  pude perceber que o problema da fome na BAHIA vem se agravando mais, muitos pesquisadores ou ate mesmo a mídia não mostra de forma abusiva ou seja geral , Coletando algumas informações  pude perceber que tem famílias que dividem o resto de comida com urubus e se expondo a doenças altamente contagiosa . Peguei um comentário de uma empregada domestica que mora em Canabrava um bairro da aqui de salvador. Conta que até os 15anos frequentava o aterro sanitário de Canabrava em busca de alimentos. A situação de pobreza da família composta por seis pessoas era a maior causa das idas de Soraia ao lixão. “Eu e pelo menos 100 pessoas catávamos frutas, verduras, iogurtes e outros gêneros descartados por caminhões de uma rede de supermercados”.

Hoje, a situação não é diferente na Região Metropolitana de Salvador. Diariamente muitas pessoas vão até o depósito de lixo de Simões Filho para disputar restos de comida com os urubus. De acordo com as estatísticas oficiais do Governo da Bahia, a população mais vulnerável inclui negros, índios, moradores de rua e trabalhadores rurais sem-terra.

Podemos perceber que esse problema vem se repetindo a cada dia , poderíamos contribuir, ou ate mesmo o governo ter atitude de ajudar não só com a bolsa família mais um auxilio  para cada desabrigado que necessita de comida como todos nos!


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cidade Baixa

Olá! Eu não gosto do clima de tristeza, nem de angústia. Até mesmo pra falar da fome, o legal é surpreender nossas expectativas diante da realidade. Você já virou o rosto quando viu um mendigo pedindo esmola? Eu já. Disse que não tinha mesmo sabendo que poderia dar e nem faria falta? Eu já. Ficou com pena mas foi indiferente esquecendo que viu uma pessoa morrendo de fome 10 segundos após quae pisá-la? Eu... já. Tá tudo bem! Não se preocupe, não foi você quem fez aquilo, talvez tenha feito ou participado, mas não foi proposital, mas o que realmente pode fazer, e não se esquecer nos próximos 10 segundos, e trazer 1 real de pão no dia seguinte e dar àquela família faminta que faz parte do seu cenário diariamente. Na cidade baixa, que por sinal está totalmente abandonada, há uma grande quantidade de moradores sem comida garantida pra 2 dias. Na porta da empresa que eu trabalho, posso ver todos os dias uma moradora de rua, ela come o resto dos lanches de teleoperadores que mal têm 10 minutos de intervalo pra comer. No quarteirão mais adiante, há pelo menos meia dúzia de pessoas que seus quartos são frentes de loja, e o colchão a própria calçada, ainda vale ressaltar que seus tetos são literalmente estrelados e iluminados pelo reflexo da lua. Alguns filhos de Deus, comparecem pelo menos todo final de semana distribuindo alimentação aos desabrigados como se fossem seus irmãos, e aquela cena me dá um prazer tão grande, que mesmo não participando do ato, me sinto gratificado. Um certo dia doei três corbetores, e tenho a certeza de que levei um pouco de alegria para três SERES HUMANOS! Fico devendo a foto da moradora la da empresa, e assim que puder, postarei! Grato pela atenção,
Gabriel Osório.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O desperdício nosso de cada dia, não nos dai hoje...

Desperdício de comida é algo que sempre me incomodou. Além do dinheiro que está sendo jogando fora, essa comida faria bastante diferença para quem passa fome.


A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) divulgou um relatório em setembro de 2013 afirmando que em um ano há um desperdício de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos no mundo, o que acaba gerando um prejuízo de cerca de 750 bilhões de dólares. Ainda segundo o relatório, 54% desse desperdício de comida no mundo ocorre ainda na fase inicial da produção.

Esses dados revelam o aterrorizante egoísmo das pessoas. É mais cômodo jogar a comida fora do que dar para quem precisa. Trata-se da chamada cultura do descaso e do individualismo. A pessoa sempre se coloca na frente das outras, inventando desculpas mesquinhas para não sair da sua zona de conforto em prol de alguém que necessita de ajuda.

O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, afirmou que "nós não podemos permitir que um terço de toda a produção de alimentos seja jogada fora ou perdida por causa de práticas inapropriadas, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias"¹.

O problema é gigante e mundial, mas nós podemos e devemos fazer a nossa parte.
Segue abaixo um link com algumas dicas para evitar o desperdício de alimentos:


Outra medida simples é preparar somente o que for comer, para não jogar comida no lixo. Estimativas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ) apontam que uma família de classe média joga fora pouco mais de 180 quilos de comida todos os anos.
Talvez você pense:
“Esse resto de comida não vai fazer diferença. Não é isso que vai acabar com a fome.”
Mas faz. Faz diferença para quem não tem coisa alguma para comer. E acredite, não é difícil encontrar pessoas nessa situação.



¹- Trecho retirado de: Notícias Terra

Você realmente se importa?

Basta dar uma volta pela cidade de Salvador para encontrarmos diversas pessoas passando fome. Muitas delas crianças. E essas são as que estão à vista, largadas pelas ruas. Muitas pessoas que nós não vimos, chegam ao final do mês sem dinheiro para comprar comida e precisam se apertar até conseguir dinheiro novamente.

Esse é um fato social muito sério, onde diversos fatores estão envolvidos, gerando esse mal estar social.

Porém, atenho-me, neste primeiro momento, à algo que muito me incomoda: as pessoas que fingem se importar com quem passa fome, mas não fazem nada para ajudar. Estamos diantes de uma falsa cultura da solidariedade, onde é mais importante mostrar para os outros que você é uma pessoa solidária, do que realmente fazer alguma coisa.

Particularmente, acho muito melhor a honestidade daqueles que dizem não se importar com o próximo e que não ajudam porque não querem, apesar da frieza, do que a hipocrisia das pessoas que vêm uma criança com fome na rua, tira uma foto, posta em uma rede social com uma legenda politicamente correta e culpando o Governo.



Realmente é culpa do Governo. Se o Brasil fosse um país sério, não teríamos ninguém passando fome, mas nós vivemos em um país corrupto, onde poucos são os que realmente se importam com os outros.

As redes sociais são avanços tecnológicos trazidos pela globalização e que devem ser utilizados para propósitos realmente relevantes. Só que, infelizmente, não é isso que vemos. Estamos diante do problema exposto pelo geógrafo brasileiro Milton Santos quando disse que a globalização age como uma fábrica de problemas sociais, como a fome, a mortalidade infantil, o analfabetismo, etc.

Simples atitudes podem fazer a diferença. Você não precisa adotar um morador de rua, mas por que jogar comida no lixo se você pode dar para alguém que precisa? Provavelmente, na sua rua tem alguém nessa situação. 
Pense nisso na próxima vez.