quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cidade Baixa

Olá! Eu não gosto do clima de tristeza, nem de angústia. Até mesmo pra falar da fome, o legal é surpreender nossas expectativas diante da realidade. Você já virou o rosto quando viu um mendigo pedindo esmola? Eu já. Disse que não tinha mesmo sabendo que poderia dar e nem faria falta? Eu já. Ficou com pena mas foi indiferente esquecendo que viu uma pessoa morrendo de fome 10 segundos após quae pisá-la? Eu... já. Tá tudo bem! Não se preocupe, não foi você quem fez aquilo, talvez tenha feito ou participado, mas não foi proposital, mas o que realmente pode fazer, e não se esquecer nos próximos 10 segundos, e trazer 1 real de pão no dia seguinte e dar àquela família faminta que faz parte do seu cenário diariamente. Na cidade baixa, que por sinal está totalmente abandonada, há uma grande quantidade de moradores sem comida garantida pra 2 dias. Na porta da empresa que eu trabalho, posso ver todos os dias uma moradora de rua, ela come o resto dos lanches de teleoperadores que mal têm 10 minutos de intervalo pra comer. No quarteirão mais adiante, há pelo menos meia dúzia de pessoas que seus quartos são frentes de loja, e o colchão a própria calçada, ainda vale ressaltar que seus tetos são literalmente estrelados e iluminados pelo reflexo da lua. Alguns filhos de Deus, comparecem pelo menos todo final de semana distribuindo alimentação aos desabrigados como se fossem seus irmãos, e aquela cena me dá um prazer tão grande, que mesmo não participando do ato, me sinto gratificado. Um certo dia doei três corbetores, e tenho a certeza de que levei um pouco de alegria para três SERES HUMANOS! Fico devendo a foto da moradora la da empresa, e assim que puder, postarei! Grato pela atenção,
Gabriel Osório.

Nenhum comentário:

Postar um comentário